A junta militar de Myanmar garantiu, nesta terça-feira (16), que vai realizar uma nova eleição e que entregará o poder. Os militares negaram que a derrubada do governo eleito tenha sido um golpe e acusaram os manifestantes em todo o país de violência e intimidação.
A tomada do poder no dia 1º de fevereiro e a prisão da líder de governo Aug San Suu Kyi e outros foram sucedidas pelo retorno dos manifestantes às ruas. A China rebateu rumores espalhados nas redes sociais de que teria ajudado a consumar o golpe em Myanmar.
“Nosso objetivo é realizar uma eleição e entregar o poder ao partido vencedor”, disse o brigadeiro-general Zaw Min Tun, porta-voz do conselho governante, na primeira entrevista coletiva da junta militar desde a derrubada do governo de Suu Kyi.
Os militares não forneceram uma data para a nova eleição, mas impuseram estado de emergência pela duração de um ano. Zaw Min Tun disse, entretanto, que a junta militar não manterá o poder por muito tempo.
Questionado sobre a detenção da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Suu Kyi e do presidente do país, Zaw Min Tun rebateu as acusações de que eles foram detidos, dizendo que eles estavam em suas casas por medida de segurança enquanto a lei seguia seu curso.
- Defesa é desafio da política externa do Brasil, diz assessor de Lula
- G7: Lula cobrará apoio ao desenvolvimento e reforma da governança global
- Lula compara protestos no México às manifestações no Brasil em 2013
- Brasil assina acordo que permite perseguição policial além das fronteiras
- Três pessoas morrem no Quênia durante protestos contra centro dos EUA para ebola
Ele também disse que a política externa de Myanmar não mudará, permanecendo aberta para negócios, e que os acordos vigentes serão mantidos.
*Com informações da agência Reuters.
Fonte: Agência Brasil
