A secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio, participou da abertura do Seminário Internacional de Atenção Especializada em Saúde, nesta segunda-feira (26), realizado na Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), em Brasília. O evento, que ocorre até esta terça-feira (27), reúne mais de 50 pesquisadores e representantes do setor, vindos da Argentina, Dinamarca, El Salvador e Espanha. O objetivo é debater uma nova política de atenção especializada em saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A gestora, que também é vice-presidente da região Centro-Oeste do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), afirmou que é nobre discutir uma nova política e que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem trabalhado muito para ter uma Atenção Secundária e Ambulatorial especializada.
“Em um evento dessa magnitude e com os exemplos no Brasil, nossos gestores irão fazer essa reconstrução com muitas mãos. Como secretários de Saúde, estamos buscando uma união política, conceitual e estratégica para colaborar com essa nova política de atenção especializada”, afirmou Lucilene.

Na pauta do evento, discussões sobre o fortalecimento da governança federativa no SUS, revisão de modelos de financiamento, iniciativas de modelos de gestão, fortalecimento de parcerias e o intercâmbio internacional para realização de atividades, além dos estudos que fortaleçam a gestão de sistemas universais de saúde e novos mecanismos para a regulação de acesso e fluxo na atenção especializada à Saúde.
Para a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a participação social é primordial para o sucesso dessa nova política. “Vivemos um período de reconstrução de projetos importantes, como o [Programa] Mais Médicos, Farmácia Popular e Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF). Estava ansiosa por esse seminário para saber dos resultados, pois vamos fortalecer a atenção especializada e afirmar o SUS como patrimônio da sociedade”, ressaltou.
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Troca de experiências
Os representantes dos países convidados apresentaram casos de sucesso em seus sistemas públicos de saúde. A equipe dinamarquesa focou na experiência com a governança de dados; os argentinos destacaram a gestão no programa de residência médica; e profissionais de El Salvador mostraram o planejamento da força de trabalho local.
De acordo com a representante a Opas/OMS no Brasil, Socorro Gross, a solução precisa estar na ponta e repensar a atenção especializada seria uma solução para toda a América do Sul. “Precisamos de um olhar diferente ao acesso e para a população envelhecida. Que esse seminário sirva para compartilhar experiências que ajudem a melhorar a construção dessa política pública”, pontuou.
*Com informações da Secretaria de Saúde
