As negociações para viabilizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) continuam no Supremo Tribunal Federal (STF). O assunto foi discutido durante uma audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux, que reuniu representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Ministério da Fazenda.
Durante o encontro, as partes concordaram em manter as tratativas para buscar uma solução que permita estruturar a operação do ponto de vista econômico e financeiro.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que não foi ao STF para solicitar uma nova decisão, mas para cobrar o cumprimento do acordo homologado pela Corte em 28 de maio. Segundo ela, o Distrito Federal recuperou o equilíbrio fiscal, mantém as contas em dia e poderá encerrar o ano com um saldo positivo de aproximadamente R$ 3 bilhões.
O Ministério da Fazenda, no entanto, mantém a posição contrária à concessão de garantias da União para a operação. O governo federal argumenta que os custos relacionados à crise não devem ser transferidos para os cofres públicos nacionais.
Celina Leão também descartou a possibilidade de utilizar o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) como garantia do empréstimo. De acordo com a governadora, essa alternativa não fazia parte das condições originalmente negociadas.
- Vacinas contra o pneumococo: veja critérios para receber imunizantes
- Carteira de Identidade Nacional para bebês e crianças: saiba como obter o documento no Distrito Federal
- Alerta no DF: tempestade pode trazer granizo e ventos de até 60 km/h nesta terça-feira
- Candidatos ao Palácio do Buriti têm dia de debates, carreatas e encontros com eleitores nesta terça (8)
- Agências do trabalhador oferecem mais de 2 mil vagas nesta terça-feira (8)
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que ainda aguarda o recebimento de documentos necessários para realizar a análise formal da operação.
Novas reuniões entre as partes devem ocorrer nos próximos dias, na tentativa de encontrar uma solução que permita preservar a estabilidade do BRB e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos financeiros para o Distrito Federal.
