Levar asfalto até a porta das instituições de ensino da rede pública na zona rural. Esse é o objetivo do programa Caminho das Escolas. Desde o ano passado, o projeto pavimentou áreas próximas a cinco escolas e pelo menos mais seis estão em execução em 2022, totalizando 50 km de asfalto.
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) tem ainda 20 projetos de acessos elaborados aguardando recursos para asfaltar mais 150 km. Até agora, foram investidos R$ 57 milhões.
“Nosso objetivo é que a escola fique toda cercada de pavimento, com isso conseguimos minimizar poeira e lama”, afirma o diretor-geral do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior
“Desde o início desta gestão, o governador tem dado uma prioridade para a área rural. É do conhecimento de todos o sofrimento da população com a poeira, a lama e as pontes em condições ruins. Estamos levando para cada escola conforto para os estudantes e para os moradores”, afirma o diretor-geral do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior.
O trabalho consiste na pavimentação asfáltica de uma quantidade de quilômetros das vias próximas às estradas que dão acesso às escolas. “Nosso objetivo é que a escola fique toda cercada de pavimento, com isso conseguimos minimizar poeira e lama”, completa.
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Os acessos já executados foram feitos nas proximidades das escolas classes dos núcleos rurais de Lamarão (Paranoá), Cariru (Paranoá), Jardim II (Paranoá), Sonhém de Cima (Sobradinho) e Olhos D’Água (Taquari). Em 2022, a pavimentação chegará até as instituições no Lobeiral (Sobradinho), Catingueiro (Sobradinho), Almécegas (Brazlândia), Córrego do Ouro (Fercal), Santa Helena (Sobradinho) e Altiplano Leste (Jardim Botânico/Paranoá).
Em cada região em que o programa passa, os trabalhos levam cerca de 120 dias até a entrega da estrada pavimentada.

Benefício
O projeto tem beneficiado o dia a dia dos moradores das áreas rurais. É o caso da família da pequena Geovana Freitas, de 6 anos, que mora no Núcleo Rural Cariru, no Paranoá. Na região, o DER-DF pavimentou 2,3 km da pista nas proximidades da Escola Classe Cariru, onde a menina estuda.
Antes da chegada do asfalto, Geovana voltava toda suja para casa, devido à quantidade de poeira que subia durante o trajeto de ônibus. “Antes eu evitava roupa branca e calçado de cor clara, porque sujava com muita facilidade. Agora não, a gente pode mandar que ela vai e volta limpinha”, explica Fernanda Cristina Freitas Souza, 36 anos, mãe de Geovana.
A família mora há 13 anos no local e lembra que o problema era antigo. “Aqui era muito difícil, muita poeira e barro, na seca, e lama, na época da chuva. Depois que foi asfaltado, ficou muito bom. Foi uma mão na roda para a gente. Tem sido muito proveitoso”, avalia.
A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destaca a relevância do projeto para a comunidade escolar. “A pavimentação que o DER está fazendo nas estradas é muito importante para os nossos estudantes, professores, pais e todos que frequentam os ambientes escolares nas áreas rurais. É uma demanda antiga dessas comunidades e, com esse trabalho, todos têm mais conforto e segurança”, afirma.
“Não é justo que as pessoas que estudam na cidade tenham veículo para se deslocar e andem no asfalto e as crianças que moram no campo andem na lama ou na poeira”, afirma o secretário de Agricultura, Candido Teles. “O governador estabeleceu metas para que a gente possa atender justamente asfaltando esses caminhos das escolas. É um projeto muito importante”, acrescenta o titular da pasta, que também participa da ação.
Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Rosualdo Rodrigues
Fonte: Agência Brasília

