29/04/2022 – 13:33
Morreu na última segunda-feira (25), aos 94 anos, a artista plástica Marianne Peretti, idealizadora dos vitrais da Catedral de Brasília e do Panteão da Pátria, localizado na praça dos Três Poderes. Marianne tem várias obras expostas na Câmara dos Deputados, como o painel Araguaia, no Salão Verde, e o painel “Alumbramento”, no Salão Branco do Congresso Nacional — também conhecido como Chapelaria. O velório está marcado para este sábado (30), às 13h no Cemitério Campo da Esperança.
O documentário “Uma Mulher e uma Cidade” é uma justa homenagem à artista. Marianne percorre as suas obras detalhando sobre cada uma delas e exibe o conjunto de vitrais, painéis e esculturas que deram significados aos lugares cívicos, sagrados, espaços solenes do legislativo, executivo e judiciário do Brasil.
- Projeto prevê ações para combate à evasão de mães do ensino superior
- Projeto cria protocolo para atendimento de pessoas LGBTQIA+ no SUS
- Projeto cria quarentena de dez anos para tribunais e agências reguladoras
- Eleições 2026: especialistas analisam desafios em educação, segurança, saúde mental, agronegócio e meio ambiente
- Projeto proíbe empréstimos consignados para pessoas idosas sem assinatura presencial
A mais conhecida dessas obras é o vitral da Catedral de Brasília, considerada por especialistas como um marco do século 20. O espectador é apresentado ao diálogo da arte com a arquitetura da cidade. Uma forma singular de ver Brasília, pelo universo que une o concreto e a leveza, os lugares e suas ambiências, para, através da arte, manter vivos os ideais de liberdade e democracia que estão presentes em sua obra.
Para contar a história de “amor” entre Marianne e Brasília, o documentário também vai à França mostrar os primeiros passos da franco-brasileira no mundo das artes, em plena efervescência cultural de Paris no início do século passado. A vinda para o Brasil, o encontro com Niemeyer que resultou numa parceria artística de mais de duas décadas e possibilitou a união das cores dos seus vitrais à luz dos trópicos. Os depoimentos foram captados entre os anos de 2012 e 2016.
O documentário foi uma homenagem aos 90 anos da artista Marianne Peretti.
Da Redação/WS
Fonte: Agência Câmara de Notícias
