Manifestantes ocuparam as ruas da capital de Cuba, Havana, neste domingo (11) para protestar contra a crise econômica e o avanço nos números da pandemia de covid-19.
Segundo a agência de notícias Reuters, a falta de alimentos, limitações às liberdades civis e a má condução do presidente Miguel Díaz-Canel frente ao avanço do novo coronavírus estavam entre as reivindicações populares.
Forças de repressão ao movimento foram acionadas. Carros militares com armas de alto calibre foram vistos na capital mesmo após o fim das passeatas. Durante a pandemia, Havana e outras cidades estão sob toque de recolher para tentar evitar o avanço da covid-19. Cidadãos não podem circular após as 21h.
Díaz-Canel, que também comanda o Partido Comunista, atribuiu o tumulto aos Estados Unidos, ex-inimigo da Guerra Fria que nos últimos anos endureceu seu embargo comercial de décadas contra a ilha, em um pronunciamento televisionado na tarde de domingo.
O presidente disse que muitos manifestantes são sinceros, mas manipulados por campanhas de rede social orquestradas pelos EUA e “mercenários” em solo cubano, e alertou que novas “provocações” não serão toleradas, pedindo aos apoiadores que as confrontem.
- França suspende exigência de visto para brasileiros na Guiana Francesa
- EUA sancionam brasileiros e empresas por suposto vínculo com o PCC
- Ajuda brasileira não será episódica, afirma Múcio em visita à Venezuela
- Mercosul amplia prazo para benefício e simplifica importação
- FAB envia militares e 18 toneladas de medicamentos para a Venezuela
Ele fará outro pronunciamento à nação nesta segunda-feira, de acordo com a mídia estatal.
*Com informações da Reuters.
Fonte: Agência Brasil
