O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (10) para derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.
O voto do ministro foi proferido no julgamento virtual no qual o plenário julga ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar a norma inconstitucional.
A Lei 19.722 de 2026 foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo.
A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos.
Antes de o caso chegar ao STF, a lei foi suspensa por uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
- Tribunal Eleitoral de Minas vai apurar uso de celular por Zema na urna
- Presidente do TSE diz que voto é direito fundamental dos brasileiros
- Operação Rastilho: PF cumpre mandados em investigação eleitoral no CE
- Monitoramento aponta 13 mil ataques a contas de candidaturas LGBT+
- Mulheres com medidas protetivas terão prioridade para votar no RN
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Em sua manifestação, Mendes disse que a Corte já reconheceu a constitucionalidade das ações afirmativas.
“Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, afirmou.
O julgamento virtual prossegue até a próxima sexta-feira (17). Mais nove ministros vão votar.
Fonte: Agência Brasil
