O Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) registrou redução no número de atendimentos durante o Carnaval deste ano. Entre sábado (14) e terça-feira (17), foram contabilizados 217 pacientes, quase 10% a menos que no mesmo período de 2025, quando houve 241 registros.
Outro dado de destaque foi a ausência de ocorrências por arma de fogo. No Carnaval do ano passado, o hospital atendeu a seis casos desse tipo. Já os atendimentos relacionados a arma branca passaram de três para seis neste ano.
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base é referência em Trauma no Distrito Federal e na Região Centro-Oeste. A redução no número de atendimentos acompanha o balanço das forças de segurança pública no período.
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), mais de 1,5 milhão de pessoas foram revistadas nos acessos aos blocos carnavalescos e às estações de transporte público. As ações resultaram na apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo.
Para o chefe do Centro de Trauma do Hospital de Base, Renato Lins, o reforço na segurança contribui para um cenário mais tranquilo nas unidades de emergência, mas a preparação da equipe é permanente. “Claro que ter o aumento da segurança representa mais tranquilidade em um pronto-socorro, mas estamos sempre preparados para atender as pessoas do DF, não importa a situação. O Hospital de Base é referência em trauma no Distrito Federal e no Centro-Oeste, e nos orgulhamos do trabalho feito aqui”, ressalta.
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Perfil dos atendimentos
A maior parte dos casos foi classificada como de menor gravidade, incluindo acidentes domésticos e outras intercorrências.
A queda da própria altura foi a principal causa de entrada no Centro de Trauma, com 53 registros. Em seguida, aparecem os acidentes de trânsito, responsáveis por 46 atendimentos. Quedas de maior altura somaram 19 casos, enquanto outros tipos de agressão totalizaram 37 ocorrências.
*Com informações do IgesDF
