Montagem inspirada em “As Mil e Uma Noites” terá oito apresentações no Jardins Mangueiral, com palestras e debates sobre relações de gênero
Todas as noites, Shárrazad conta uma história ao rei Sharriar para escapar da morte. Com inteligência e criatividade, ela transforma as palavras em uma forma de resistência. Mais de mil anos depois, essa narrativa inspira o espetáculo A Tecelã das Noites, que chega ao Centro Educacional Jardins Mangueiral para promover reflexões sobre a violência contra as mulheres, o feminicídio e as relações de gênero.
De 3 a 6 de novembro, a montagem terá oito apresentações para estudantes na escola. A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), e utiliza o teatro e a música ao vivo para estimular o diálogo sobre comportamentos abusivos e prevenção da violência.
“Levar esse debate às escolas, por meio do teatro, é uma forma de estimular a reflexão entre os jovens sobre o respeito, a igualdade e a importância de reconhecer comportamentos abusivos”, lembra Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa.
Para o secretário, a arte é uma ferramenta importante para estimular o respeito e a igualdade desde cedo.
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“Ao apoiar A Tecelã das Noites com recursos do FAC, o GDF reconhece o papel da arte na discussão de questões que afetam diretamente a sociedade. Levar esse debate às escolas, por meio do teatro, é uma forma de estimular a reflexão entre os jovens sobre o respeito, a igualdade e a importância de reconhecer comportamentos abusivos”, afirma.
História antiga, debate atual
A proposta de levar a montagem às escolas também busca facilitar o diálogo com adolescentes e jovens. Por meio das histórias apresentadas no palco, os estudantes podem observar comportamentos abusivos e refletir sobre situações que fazem parte das relações cotidianas.
Além das apresentações, os estudantes participam de palestras antes das sessões e de debates com a equipe artística. A programação também inclui material didático para ampliar a discussão em sala de aula.
A temporada terá ainda uma sessão com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), ampliando o acesso ao espetáculo.
Fonte: Agência Brasília
