Diariamente, agentes de saúde visitam casas, empresas, lojas e estabelecimentos públicos e privados para prevenir e controlar a presença de escorpiões. A cada visita, eles atuam na orientação e avaliação de medidas de controle. “Os escorpiões gostam de viver perto da gente porque oferecemos as condições para isso”, observa o biólogo Israel Moreira.
Ambientes escuros e úmidos, como caixas de esgoto, entulho, restos de materiais de construção e amontoados de objetos, são os principais abrigos para escorpiões. Eles costumam passar o dia escondidos, preferindo sair no período noturno em busca de presas. Sua alimentação é baseada em um tipo de inseto também muito comum: baratas.
De acordo com o biólogo, a desinsetização é relevante não para eliminar diretamente os escorpiões, mas para controlar a presença de baratas. A redução desses insetos elimina uma das condições que favorecem a presença do aracnídeo. “Existem pesticidas que matam o escorpião, mas não se sabe ainda se o uso dessas substâncias é seguro. Isso porque, muitas vezes, são produtos que acabam estimulando o deslocamento dos escorpiões e, assim, facilitando a ocorrência de acidentes”, explica Moreira.
Encontrei um escorpião. E agora?
Ao encontrar um escorpião, a orientação é evitar contato direto com o animal. Caso a pessoa se sinta segura e protegida para realizar a captura, deve utilizar um recipiente adequado, sem tocar no escorpião com as mãos. Apesar de não terem postura agressiva contra humanos, os escorpiões se tornam perigosos quando se sentem ameaçados.
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Caso consiga capturá-lo com segurança, o ideal é mantê-lo em um recipiente fechado e ligar para o número 160 ou para o 162. “Recolher o escorpião é importante porque, dessa forma, saberemos qual espécie está infestando a casa da pessoa”, alerta Moreira.
Visita técnica
Quando em ação, os agentes de saúde seguem um protocolo básico de visita técnica: procuraram escorpiões em todos os locais onde eles poderiam estar escondidos, levantando tampas de esgoto e de caixas de gordura, observando pontos com concentração de folhas e com atenção especial a áreas semelhantes a um quintal. Até espelhos são usados para tentar localizar o aracnídeo eventualmente abrigados em bordas internas de caixas de esgoto.
Assim como os agentes de saúde, a população deve ficar atenta: os escorpiões foram responsáveis por 2.817 acidentes registrados na capital entre janeiro e agosto, sendo 38 deles classificados como graves.
