19/03/2021 – 19:22
Rafapress/Depositphotos
Uma medida provisória garante a volta do auxílio emergencial em quatro parcelas de, em média, R$ 250
A redução do valor do auxílio emergencial (quatro parcelas de R$ 250, em média) dividiu a opinião dos deputados: enquanto a oposição defende a volta dos R$ 600 pagos no ano passado, aliados do presidente Jair Bolsonaro afirmam que o País não suportaria um valor maior. Os novos valores estão previstos em medida provisória que será analisada pela Câmara e pelo Senado (MP 1039/21).
A Emenda Constitucional 109, promulgada no último dia 15, fixa um teto de R$ 44 bilhões para o pagamento total do auxílio emergencial, para assegurar o ajuste das contas públicas.
- Projeto cria endereços digitais para facilitar localização em áreas remotas
- Projeto torna obrigatória a formação de professores em educação inclusiva
- Projeto cria regras para identidade digital, uso de pseudônimos e conteúdos com IA
- Especialistas destacam necessidade de priorizar diálogo e acessibilidade na comunicação pública
- Projeto cria incentivos para a abate de gado jovem de alta qualidade
O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que “o presidente Bolsonaro está olhando para a questão social com muita atenção, mas também está preocupado que haja a clara visão de que existe o ajuste fiscal e que é preciso manter a regularidade das contas públicas.”
=> Conheça as regras do novo auxílio emergencial
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) comparou o benefício brasileiro ao americano. “Os Estados Unidos aprovaram pacote de US$ 1,9 trilhão, ou seja, quase R$ 11 trilhões. Cada americano praticamente vai receber R$ 8 mil por semana, fora o socorro às empresas. Aqui nós estamos falando em R$ 44 bilhões, [divididos] em quatro vezes.”
O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) acredita que o pagamento do auxílio ajudará a movimentar a economia. “É importante em vários sentidos. Primeiro, pela dignidade que nós vamos estar dando para todas essas famílias. Segundo, por injetar dinheiro na economia. Uma economia que vem, por causa da pandemia, capengando. ”
O deputado Odair Cunha (PT-MG) considera o valor do auxílio insuficiente. “É preciso garantir que a pessoa tenha acesso à alimentação na quantidade, na qualidade, na regularidade necessária para a sua sobrevivência. Esses R$ 250 são insuficientes para garantir algo para aqueles que não têm renda alguma”, disse.
Para o deputado Luis Miranda (DEM-DF), a situação fiscal do governo é bastante ruim: “Eu queria dar os R$ 600, mas não é possível, e também não é possível não dar nada. Então vamos dar mais um pouquinho, fazer mais um esforço, sangrar mais um pouquinho o País. São mais R$ 44 bilhões que vão sair exatamente dos impostos dessas pessoas.”
Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Agência Câmara de Notícias
