Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram hoje (23) manter a decisão da Corte que proíbe a extração, a industrialização, a comercialização e a distribuição do amianto crisotila no país.

A maioria dos ministros rejeitou os embargos de declaração que pediam a suspensão dos efeitos da decisão da Corte de agosto 2017, que declarou inconstitucional um artigo da Lei Federal 9.055/1995, que permite o uso controlado do material.
Notícias relacionadas:
- STF manda Justiça do Rio reavaliar queixa contra Carlos Bolsonaro.
- Supremo proíbe uso do amianto em todo o país.
Na época, ao declarar a inconstitucionalidade, a Corte não determinou que a comercialização do material estava proibida em todo o país, o que acabou por criar um impasse entre legislações estaduais, pois alguns estados tinham leis específicas proibindo o uso e outros não.
- Tarifaço: Fachin afirma que STF atuará sem pressões externas
- TJRJ registra 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026
- Empresário Thiago Brennand é condenado a 31 anos de prisão por estupro
- Moraes assume presidência temporária do STF a partir desta sexta-feira
- Justiça articula ações contra crime organizado no setor de combustíveis
Em novembro do mesmo ano, o STF decidiu proibir o uso do amianto do tipo crisotila em todo o país. A decisão foi tomada para resolver problemas que surgiram após a declaração de inconstitucionalidade da norma federal.
Por não ser inflamável e bastante resistente, o amianto é utilizado, principalmente, para fabricação de telhas e caixas d`água. Entidades que defendem o banimento do amianto argumentam que estudos comprovam que a substância é cancerígena e causa danos ao meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil
