O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (7) que apoia uma reforma administrativa “ampla e genuinamente republicana” no serviço público. A declaração foi divulgada após encontro de Fachin com o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da reforma, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.
Em nota à imprensa, Fachin disse que a reforma deve alcançar “todos os Poderes e instituições do Estado”.
“O objetivo deve ser o de aperfeiçoar o mérito, a transparência e a concorrência dos sistemas de ingresso, promover a diversidade e a integridade da força de trabalho pública e assegurar a retenção de talentos por meio de remunerações justas, transparentes e compatíveis com o serviço à República”, comentou.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
O presidente do STF disse que algumas garantias devem ser mantidas para preservar a independência do Judiciário.
- TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no segundo turno
- Kassio diz que não há alerta de interferência nas eleições brasileiras
- Tribunal Eleitoral de Minas vai apurar uso de celular por Zema na urna
- Decisão de Nunes Marques recoloca Deltan na disputa pelo Senado no PR
- Presidente do TSE diz que voto é direito fundamental dos brasileiros
“A presidência [do STF] reitera que garantias constitucionais como a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de vencimentos não constituem privilégios, mas instrumentos indispensáveis à independência judicial e, portanto, à proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos frente a eventuais arbitrariedades do poder político”, completou o ministro.
No Judiciário, a reforma pretende aplicar a demissão de juízes condenados por infrações disciplinares e acabar com a aposentadoria compulsória como punição máxima, proibição de férias de 60 dias para juízes e vedação do pagamento de licenças condicionadas ao tempo de serviço.
Fonte: Agência Brasil
