Um dos principais intelectuais contemporâneos, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin morreu, nesta sexta-feira (29), aos 104 anos de idade.
O falecimento foi confirmado, em nota, pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional com sede no México que difunde o conhecimento do pesquisador. O Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin, em São Paulo, também lamentou a morte do pensador.
Ele era autor de mais de 30 livros. Entre as obras, Os sete saberes necessários à educação do futuro, A cabeça bem feita e O método.
Segundo a entidade, o cientista social, considerado um ícone humanista, foi responsável por uma obra que transformou a compreensão do conhecimento, da educação e da condição humana.
De acordo com a nota da Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, o pensamento dele buscou “compreender a incerteza, reconectar o conhecimento e abraçar a complexidade da condição humana”.
- Enamed será requisito para exercício da medicina no Brasil
- IBGE: Brasil registra 8,4 milhões de analfabetos, menor número desde 2016
- Governo fixa em R$ 5,1 mil novo piso nacional do magistério
- Sisu+: inscrições para vagas do 2º semestre encerram-se hoje
- Governo institui política nacional para estudantes com altas habilidades
Compreensão ampla
Morin defendia que os grandes desafios do mundo não poderiam ser abordados por uma única área do conhecimento, mas pelo diálogo entre contextos, experiências e formas de compreender a realidade.
“Seu conceito de pensamento complexo permitiu o reconhecimento da relação inseparável entre o indivíduo, a sociedade, a espécie, a natureza, a história e a cultura”, afirmou a nota.
Ainda de acordo com a entidade, Morin ensinou que viver envolve aprender a lidar com a incerteza, compreender as contradições e reconhecer que a realidade é tecida a partir de múltiplas dimensões.
Na página da instituição, uma frase do pensador está em destaque: “enquanto eu estiver possuído pelas forças da vida, o espectro da morte se afasta.”
Fonte: Agência Brasil
