Ao participar, nesta quinta-feira (14), da abertura oficial do 10º Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, a ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, voltou a defender a busca por desmatamento zero do bioma. 
Apelidado de “berço das águas”, por abrigar as nascentes de três bacias hidrográficas do continente, o Cerrado sofreu com desmatamento acelerado nas últimas décadas, principalmente com a expansão agropecuária na região.
Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) aponta que o bioma perde a vegetação nativa cinco vezes mais rápido que a Amazônia.
A legislação atual determina que as propriedades privadas preservem 20% do território com a cobertura original.
“A natureza não faz diferença entre legal e ilegal. Quem faz essa diferença somos nós e os interesses”, disse a ministra.
- Economista de Plano Real acusa BC de causar rombo fiscal via juros
- Petrobrás reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro
- Estudo mostra necessidade de proteger soja para evitar perdas
- Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais
- Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%
Nesta semana, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou a consulta pública do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado (PP Cerrado). Os interessados podem participar até 12 de outubro.
O plano prevê programas para impulsionar a bioeconomia, ampliar a fiscalização e a destinação de terras públicas para proteção e uso sustentável de recursos naturais.
Participaram do evento os ministros Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas.
Fonte: Agência Brasil
