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Rede pública de saúde do DF oferece teste molecular para a prevenção de câncer do colo do útero

Avanço na forma de rastreamento, teste molecular DNA-HPV passou a ser oferecido em março de 2026 e pode ajudar a salvar vidas

A campanha Outubro Rosa projeta o olhar para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero. O câncer de colo de útero é prevenível na quase totalidade dos casos, pois está relacionado à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). 

A realização de exames periódicos em pessoas que não apresentam sintomas é um dos pilares da estratégia de enfrentamento, com o objetivo de identificar o tumor em estágio inicial ou detectar lesões pré-cancerígenas. Recentemente, um avanço na forma de rastreamento do câncer de colo de útero foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do teste molecular para detecção de HPV oncogênico (DNA-HPV).

Na rede pública de saúde do Distrito Federal, o exame passou a ser oferecido de maneira progressiva em março deste ano. Hoje, todas as 59 unidades básicas de saúde (UBSs) das regiões de saúde Oeste e Sudoeste dispõem da novidade. Até setembro, mais de 9,2 mil procedimentos haviam sido realizados, principalmente, em mulheres entre 25 e 64 anos, faixa etária padrão para esse rastreamento.

Maior proteção

O teste molecular de DNA-HPV é capaz de detectar 14 genótipos do HPV associados ao alto risco oncogênico. A tecnologia permite identificar a eventual manifestação do tumor de forma antecipada e contribui para ampliação do tempo de tratamento e, assim, para maior expectativa de cura.

“O exame Papanicolau identifica a célula já em modificação, ou seja, quando o câncer já está instalado na célula do colo do útero, enquanto o DNA-HPV é capaz de identificar o vírus causador da doença antes que ela esteja manifestada”, explica a médica de família e comunidade da UBS 11 de Samambaia, Aline Dias.

Aos poucos, o exame citopatológico Papanicolau passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste DNA-HPV der positivo. “A coleta permanece sendo feita da mesma forma — é igual em ambos os exames. O que muda nessa nova tecnologia é a análise no laboratório”, destaca a médica.

Maria José Gomes, 59 anos, superou o medo que sentia do exame a partir do cuidado oferecido pelos profissionais da equipe de saúde da família. “Tinha muitos anos que eu não fazia exame de prevenção. O povo faz muito medo na gente; e, com o passar do tempo, a idade foi avançando e eu fiquei com vergonha”, relata a aposentada.

Durante o evento em alusão ao Outubro Rosa, oferecido à população local juntamente com oferta de testes rápidos e imunizantes, a morada de Samambaia participou de palestra e realizou exame preventivo. 

Prevenção

A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual, por meio de lesões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. O uso de preservativos durante a relação sexual, portanto, protege apenas parcialmente do contágio pelo HPV.

Vacinar-se é a medida mais eficaz de prevenção. O imunizante é distribuído gratuitamente pelo SUS e, no DF, está disponível, de forma ampliada, até 31 de dezembro, para adolescentes de 15 a 19 anos que nunca receberam a vacina contra o HPV.

Normalmente destinada a meninos e meninas de 9 a 14 anos, a dose está disponível em mais de 100 salas de vacinação da rede pública do DF. Atualmente, a taxa de cobertura da vacina no DF é de 85% e 70,8% da população feminina e masculina, respectivamente. A meta é alcançar 90% dos jovens ainda não vacinados.

*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

Fonte: Agência Brasília

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