24/03/2026 – 21:24
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Luizianne Lins, presidente da comissão
A Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher promove, nesta quarta-feira (25), audiência pública para discutir a violência contra mulheres negras e indígenas, com foco na interseccionalidade da opressão e na necessidade de políticas públicas específicas.
O debate será realizado às 14 horas na ala Senador Nilo Coelho, plenário 6, no Senado Federal.
- Comissão debate papel de universidades na reconstrução da Zona da Mata mineira
- Comissão aprova reforço em ações de prevenção ao diabetes e à obesidade
- Comissão aprova proposta que permite a pessoas sem parentesco pedir suspensão do poder familiar
- Comissão debate desafios do combate ao trabalho escravo no Brasil
- Comissão aprova proposta para regular relação entre carros e bicicletas no trânsito
O debate atende a pedido da deputada Luizianne Lins (PT-CE), presidente da comissão. Segundo a parlamentar, os dados de violência de gênero mostram que mulheres negras e indígenas são as mais vulneráveis, pois sofrem com a sobreposição do machismo e do racismo estrutural. O objetivo da audiência é identificar lacunas nas políticas atuais e propor ações que reconheçam e combatam a violência sob a ótica da interseccionalidade.
Luizianne Lins ressalta que o Atlas da Violência 2024 aponta que a taxa de homicídios de mulheres negras é substancialmente superior à de mulheres não negras, o que evidencia a seletividade da violência e a necessidade de respostas específicas do poder público.
“A análise dos dados de violência letal no Brasil revela uma face cruel da seletividade da proteção estatal: enquanto as taxas de homicídio de mulheres não negras apresentam tendências de estabilidade ou queda, os índices entre mulheres negras e indígenas seguem em trajetória ascendente”, afirma.
Da Redação – AC
Fonte: Agência Câmara de Notícias
